Hoje, dia 24 de dezembro, comemoraremos o natal com o auto ‘Prece Cósmica’ na praça da igreja matriz, em Barra Mansa, às 13h30.
Mais tarde, já na madrugada do dia 25 de dezembro, a peça acontecerá na festa de natal do Espaço Cultural Francisco de Assis.
Um ótimo natal a todos. Que o vinho quente do coração lhes suba à cabeça espessa!
PRECE CÓSMICA, o auto de natal da Sala Preta
O Coletivo Teatral Sala Preta dá prosseguimento às suas investigações sobre o teatro de rua e apresenta em Barra Mansa o auto de natal “Prece Cósmica”, um espetáculo teatral que aborda a temática bíblica acerca do nascimento do menino Jesus, contada a partir dos personagens masculinos da história. Referenciando-se na vanguarda do rock brasileiro, a peça propõe uma nova leitrura das canções de grupos como Secos e Molhados e Os Doces Bárbaros, que conduzem a narrativa.
Em cena: Bianco Marques, Danilo Nardelli, Leo José, Lucas Fagundes e Thiago Delleprane. As apresentações ocorrem de segunda à sexta, na rua Rio Branco (Rua do Lazer) às 12h30 e na Praça da Liberdade às 19h30, podendo ocorrer atraso ou cancelamento devido à chuva.
fotos: Raquel Devechi
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Após ver a Tomada Urbana de Cantos de Euclides, cheguei em casa ainda anestesiada e resolvi escrever uma carta para um amigo contando como havia sido. Ao mostrar a carta para a Jéssica, ela gostou, e me sugeriu que aqui publicasse. Concordei, pois acho que assim será uma forma de parabenizar vocês!
Carta ao leitor
Querido José,
Acabo de chegar em casa e já te escrevo ainda com fome, visto que já passa do meio-dia. Escrevo-te como que pra me desafogar do que passei ainda pouco. Venho de uma ciranda linda de teatro que aconteceu ainda ali, na praça da minha cidade. Fomos em procissão, saindo da Igreja Matriz, passando pela antiga Estação e chegando ao Parque Centenário, a Floresta Amazônica da pequenina Barra Mansa. Escrevo pra te escrever o que foi que vi. Lindo. Gente cheia de panos, cheia de cores. Havia tambor e batuque, havia caboclo, havia tipo capoeira, havia Santa Luzia, havia sangue, havia tanta vida, José, que eu nem sei mais se vivo de verdade.
Chorei naquele começo, quando eles falavam do jagunço, da gente que nasce da poeira, de Canudos.
Canudos não se rendeu, José, não se rendeu.
Chorei porque foi Euclides da Cunha, porque foi uma criança, órfão sobrevivente do sangue,
Chorei porque era voz de um jaguncinho. Foi muita cor, Zé, muita cor…
Parabéns pelo trabalho! Continuem, pois Barra Mansa precisa disso!
Isa
isabelarramos@hotmail.com
http://www.isadevirgulas.blogspot.com
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Sou um ator do mundo embestado a voar. Estamos em LIBERDADE atuando no ruar!
A Tomada Urbana Ato I começou e com a força de uma locomotiva. Ontem tivemos um público maravilhoso, nunca havia visto antes a Praça da Liberdade no Centro de Barra Mansa, tão cheia para assistir ao nosso espetáculo. Foram duas apresentações verdadeiramente especiais. Mas nem tudo foi só flores.
Ontem, às 10h35 da manhã, enquanto arrumávamos o som para a apresentação, fomos novamente abordados pelo Fiscal de Postura, porém dessa vez não foi apenas um, foram 3 fiscais (fotos em tomada urbana ato i), prontos para desmontar o circo. A ordem que eles tinham era para sair da base e parar o que estava acontecendo. Simplesmente parar. Os três nos abordaram dizendo que “se não tínhamos começado, era melhor nem começar”. Claro que eles não ficaram sem resposta. Despejamos sobre eles todas as legislações, nosso direitos constitucionais, informamos sobre a força da Rede Brasileira de Teatro de Rua, dos encontros, das reuniões que estão acontecendo no Rio, da vergonha que está acontecendo na capital fluminense com essa mesma atitude de “autorização”, etc. Na última terça feira fomos abordados pelo fiscal Ricardo que nos orientou a obter uma autorização da prefeitura para nos apresentarmos em praça pública. Ele recebeu respostas que provavelmente não o agradaram muito, talvez por isso, ontem fomos “agraciados” com aqueles três anjinhos. Depois de gastarmos nossos verbos em torno dos nossos direitos começaram as ligações. Ligamos pra Superintendente de Cultura, para Secretário de Ordem Pública, para Gerente de Cultura, para Prefeito, vice-prefeita… até que tudo foi resolvido e o espetáculo começou com 20 minutos de atraso. Não me lembro o nome dos fiscais, até porque quando nosso superintendente solicitou o nome dos mesmos para ser encaminhado ao chefe deles, eles simplesmente se sentiram acuados e não nos quiseram informar. Não sei, talvez por receio, uma vez que mostramos a eles por A+B que o que estavam fazendo era um erro sem tamanho, correndo o risco de sérias conseqüências.
O que acontece é que não sabemos o dia de amanhã. Estamos na luta. Não existe um histórico de grupos de Teatro de rua em Barra Mansa, talvez deva ser por posturas iguais a essa no passado, talvez seja por ausência de grupos do gênero. Mas essa fiscalização não pode continuar. Convoco a força de todos nossos amigos rueiros para tomar nossas ruas e fazer de Barra Mansa o palco popular. Contem sempre conosco!
Hoje seguimos com a programação. Logo mais teremos a estréia de “O Cascudo Douradinho em: Amiga Lata, Amigo Rio” pelas ruas de Barra Mansa. Esse é o nosso único espetáculo que nunca foi feito pelas ruas de nossa cidade. Esperamos ter a presença das escolas municipais. Mas o sub-secretário de educação de Barra Mansa é o senhor muito avesso à cultura e pessoalmente não gosta de peixe. Portanto teremos um batalha contra a “boa-vontade”.
Espero o melhor!
Coty recó taquara aicó uiba ui i
Enquanto tiver bambu é flecha neles!
Evoé!
Rafael Crooz
O Coletivo Teatral Sala Preta convida para vivenciar a TOMADA URBANA ATO I
A proposta é realizar uma urbisfagia, uma ação coletiva de invasão da silhueta urbana entre grupos teatrais e agitadores culturais. Com o objetivo de levar às ruas de Barra Mansa o teatro realizado durante os 10 meses de trabalho e de existência do CTSP. Durante esse período foram erguidos três espetáculos que já circularam pelo interior e a capital do estado do Rio de Janeiro, participando de eventos como a FLIP, Semana Euclides da Cunha da UFRJ, Projeto 100 anos sem Euclides em Cantagalo, Festival de Teatro de Resende e em setembro girou por quatros cidades no Equador.
A TOMADA URBANA ATO I acontecerá entre os dias 12 e 14 de novembro, com uma participação, no dia 15 (domingo) do espetáculo “Sono” do colombiano Edwar Tápia, produzido em parceiria com o Coletivo Teatral Sala Preta.
Confira a programação!
Evoé!

Sou um ator do mundo
Atuando para voar
O meu cavalo alado
Embestado a ruar
Tomando em liberdade
O caminho do luar
Um brinde atoadores
Do peito o brado a pulsar
Parô Baco aiê
Parô, vou atoar
Parô Baco aiê
Parô, vou avoar
Rafael Crooz
Bom dia!
Acho que Cantos de Euclides é a politíca Cultural que tanto falamos, é a reunião de todos que movimentam a cultura cada qual no seu canto e se reunem para comungar juntos, esquecendo as divergências e se juntando, agrupando conseguimos parar uma cidade, isso sim é uma reunião de cultura, isso é transgressão, é a tão falada democratização da cultura. É a linguagem que nós artístas entendemos.
Parabéns a vcs loucos e destemidos e parabéns a nós mais loucos ainda que acreditamos nesse povo da Sala Preta .
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Marinêz Teodoro Fernandes
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O que aconteceu nesta terça-feira nas ruas de Volta Redonda, dificilmente irá se repetir.

Foi como um eclipse.
O sol se abriu sobre nossas cabeças fazendo com que as nuvens contornassem as ruas e que tivéssmos um refletor natural, iluminando somente a cena. Uma estrela “estrelando” nosso elenco. Demos todas as energias que tínhamos e ainda utilizamos a reserva, a reserva da reserva!
Montamos nossos cavalos alados e o deixamos voar, às vezes nos degladiamos com esse cavalo e tomamos seu lugar, voando por nossa conta e carrengando-o em nossas costas. As ruas pararam. As pessoas agiram. Inter-agiram. A itinerancia, o ritmo, a música, as identidades brasileiras sem muros facilitam a magia.
Para nós artistas foi um prazer imenso, uma honra apresentar em nosso quintal. No sítio de nosso cotidiano. Poder invadir a silhueta de nosso dia-a-dia.
Tudo isso tem que ser agradecido à pessoa do professor Marcos Marques.
Ele tornou possível essa oportunidade de trazer paras terras de aço uma história que cruza gerações e completa um centenário. O professor nos deu toda a estrutura necessária para que tudo desse absolutamente como o planejado, sem incidentes ou imprevistos. Facilitando os rueiros fluirem nas artérias urbanas como células de vitaminas de um sistema anêmico e obsecado pelo consumo. Mas o teatro remedia isso. O verdadeiro teatro, o mesmo que fala Artaud: “Ora, o que me parece melhor realizar em cena essa iédia de perigo é o imprevisto objetivo, o imprevisto não nas situações mas nas coisas, a passagem intempestiva, brusca, de uma imagem pensada para uma imagem verdadeira(…)”.
O inesperado, as surpresas, os sustos, são temperos que misturados com a transpir-ação, com o suor dão um toque especial ao brado daqueles que defendem, como guerreiros, sua arte e o mais fascinante disso tudo é que a platéia entra na gira, na espiral catártica, no êxtase ritualístico e no final… ah… no final… todos parecem saltar a fogueira das bacantes!
Teatro é feito de vivência, feito de atores e espect-atores, de ação. Usamos pouco a palavra, mas fechamos tudo com uma ciranda dedicada a ela, a alavanca forte, ela que sempre volta alente a essa verdade.
Evoé!
fotos de Raquel Devechi

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O espetáculo “Cantos de Euclides” integra a programação do I Encontro de Engenharia do Sul Fluminense, realizado pela UFF com apoio cultural da Prefeitura Municipal

A partir das 11 horas da manhã da próxima terça-feira (20), 30 artistas vão movimentar o principal centro comercial de Volta Redonda, durante os 40 minutos do espetáculo itinerante “Cantos de Euclides”, em homenagem aos 100 anos da morte do célebre autor de “Os Sertões”, Euclides da Cunha.
O espetáculo, que estreou este ano na FLIP (Festa Literária de Paraty), é realizado pelo ‘Coletivo Teatral Sala Preta’ em parceria com o Espaço Cultura Francisco de Assis França (ECFA). A encenação terá início no Teatro Gacemss II, com uma grande roda de maculelê. Através de ritmos populares como o maracatu, samba de roda, baião, moda de viola e ciranda, a peça se estende à Vila Santa Cecília, em frente ao Memorial Getúlio Vargas, Cine 9 de Abril e termina Praça Brasil para contar as fases da vida de Euclides como militar, engenheiro, arquiteto, jornalista e escritor.
A obra integra a programação do I Encontro de Engenharia do Sul Fluminense, que será realizado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) de Volta Redonda com apoio cultural da Prefeitura Municipal, cuja agenda homenageará Euclides da Cunha.

O espetáculo, apresentado pela primeira vez em Volta Redonda, além da FLIP, já passou por Cantagalo, cidade natal de Euclides, onde os atores acenderam a chama euclidiana em homenagem ao centenário da morte do escritor, e participou, no fim de setembro, da Semana Euclidiana, que aconteceu na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
A história, levada para a linguagem teatral pelos atores Danilo Nardelli, Bianco Marques e Rafael Crooz, é uma adaptação do livro “Quatro Cantos de Euclides”, do autor barramansense Thiago Cascabulho.
Mais informações sobre os grupos: www.salapreta.wordpress.com e www.ecfa.com.br.




















