Esse ano estamos no Equador de novo!

Participando do projeto Revuelta a la Mitad del Mundo – Por una cultura de paz. com a Corporacion Humor y Vida de Quito.

Esse ano, por falta de patrocínio, só conseguimos enviar um integrante do Coletivo. :(

:)

Suzana Zana está lá, a essa hora nas vésperas de partir numa jornada que percorrerá a fronteira entre Equador e Colombia, levando para as comunidades um pouco do nosso axé.

Durante todo o mês, a Zana manterá um blog de notícias o www.voocomsalapreta.blogspot.com

nesse link todos poderao acompanhar o trabalho que nós estamos realizando lá, durante todo o mês de agosto.

MERDA!

 

 

Uma experiência mítica

Quem foi ao Teatro do Sesc-BM assistir o trabalho do Coletivo Teatral Sala Preta, intitulado Devir, na verdade participou de uma experiência ritualística que, do nosso ponto de vista, processou um ensaio sensorial em busca de pinçar vivências ancestrais que, experimentadas hoje, possam produzir elementos comparativos que possibilitem, através do resgate da memória, a autocrítica capaz de nos ajudar na equalização das relações contemporâneas.

Um tanto filosófico, porém, justamente quando o ritual foi iluminado apenas pelo fogo de uma tocha, o teatro buscou, através do exercício dramático/sensorial, iluminar novos espaços, frutos dos signos que precipitaram das interações gestuais, já que o espetáculo não produziu falas, apesar da eloqüência emanada de uma espécie de espelho, onde nos foi possível visitar a nossa ancestralidade.

Uma experiência pertinente aos propósitos do Coletivo Teatral Sala Preta, que parece buscar com ansiedade um devir como regeneração das relações humanas. A densidade da proposta fez com que o público fosse levado para o palco, todas as pessoas de uma só vez. Ocuparam cadeiras “em torno” do centro do palco onde a ação se insinuava para que interagissem com o trabalho minimalista e rico em signos sutis.

A face esotérica ficou por conta das resultantes advindas das evocações transcendentais, como uma busca dos sentidos originais. Se por uma lado esse exercício parece nos distanciar dos objetivos imediatos, por outro pode muito bem acenar com ações futuras, com performances que nos permitam flagrar o quanto estamos fora da fila em nossa marcha civilizadora. Por sua vez, o Devir será sempre a resultante da nossa faculdade de promover vivências produtivas, afinadas com a experiência antropológica que nos coube até aqui.

Os quatro atores dialogaram com as entranhas antropológicas, com os mitos e a alteridade. Melhor que o trabalho e a eventual sinestesia alcançada, é a expectativa aberta pelo Sala Preta. O grupo avança pelo caminho teatral, aprofunda-se na pesquisa cênica, nas infinitas possibilidades performáticas dos atores, nos múltiplos recursos, no teor dramático e, certamente, encontrará um caminho novo, que facilite a transposição dos conteúdos atualizados, amparados pela estética apropriada. Por ora, o público teve que engolir seco sob a luz que se abriu em resistência, para se reencontrar e colocar os aplausos no papel, com certeza, produzindo os ruídos que cada um ali presente entendeu necessário para complementar o sentido da proposta.

Podemos expor, cartesianamente, que o futuro derivará de um processo continuo de experiências sensoriais, que forem capazes de produzir os mitos nos quais ancoramos a nossa crença. Como não é simples, uma vez que se multiplicam as re-significações dos valores nas relações desse novo mundo, só mesmo o rito da experimentação nos mostrará o caminho.

Vicente Melo

Sala Preta estreia novo espetáculo no SESC Barra Mansa

O Coletivo Teatral Sala Preta apresenta seu novo espetáculo “Devir”, no próximo sábado (16), às 20h30, no SESC de Barra Mansa. Com foco no treinamento do ator, as partituras de ações da peça são protagonistas no palco, compondo um teatro não-verbal.

A inspiração para o espetáculo veio no significado do próprio nome, um conceito filosófico que qualifica a mudança constante, a perenidade de algo ou alguém. A partir desta teoria, a performance discute o homem-medida, as origens humanas e as consequências de suas ações no mundo.

Segundo Rafael Crooz, diretor do espetáculo, Devir é o laboratório de investigação prática e teórica das técnicas das ações físicas trabalhadas pelo diretor Eugênio Barba (Odin Teatret-Dinamarca). “A apresentação explora de forma imagética os devires humanos (homem, animal, divino e máquina) e suas interrelações”, ressalta.

Quem quiser acompanhar, o SESC Barra Mansa fica na Rua Tenente José Eduardo, 560, Ano Bom. Mais informações sobre a programação do grupo no site www.salapreta.wordpress.com <http://www.salapreta.wordpress.com/> .

Serviço:
Data: 16 de julho
Hora: 20h30
Local: SESC Barra Mansa (Rua Tenente José Eduardo, 560, Ano Bom)
Entrada: R$12,00 (inteira) / R$6,00 (meia entrada) e R$3,00 (comerciário)

Publicado em 5/7/2011, às 11h08

O Coletivo Teatral Sala Preta apresenta o espetáculo “A noiva de Gonzagão”, na próxima sexta-feira (8), às 19h, no Festival Cultural de Inverno em Penedo. A peça faz parte da programação do evento, que acontece no Hotel Cachoeira e terá, além de teatro, música, filmes e jogos ao longo do mês de julho.

Inspirado no santo casamenteiro Santo Antônio, os atores do Sala Preta contam a história de uma noiva nada convencional, uma mulher fogosa, que no dia do seu casamento combina de fugir com o amante, mas na festa recebe a ilustre visita de um músico que diz ser o próprio Gonzagão (Luis Gonzaga do Nascimento).

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A partir daí, o grupo narra a história da noiva Maria e sua paixão pelo compositor nordestino, aproximando toda a popularidade das canções de grande sucesso com o público. A entrada custa R$ 20 e para os hóspedes a peça está incluída no valor da diária.

Mais informações pelo site www.hotelcachoeira.com.br ou pelo telefone (24) 3351-1180. A programação do Sala Preta e mais informações sobre o grupo podem ser acessadas no portal www.salapreta.wordpress.com.

Serviço:

“A noiva de Gonzagão”

Data: 08/07/2011

Hora: 19h

Local: Hotel Cachoeira (Rua Santa Rita, n° 60 – Penedo)

Elenco: Bianco Marques, Danilo Nardelli, Rafael Crooz e Suzana Zana

Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/3,42810,Sala-Preta-apresenta-espetaculo-no-Festival-Cultural-de-Inverno.html#ixzz1RFynXwcN

 

http://oglobo.globo.com/cultura/kogut/posts/2011/07/03/francisco-cuoco-improvisa-cena-no-meio-da-calcada-em-resende-389803.asp

Francisco Cuoco improvisa cena no meio da calçada, em Resende

Ao chegar ao XI Festival de Teatro de Resende, Francisco Cuoco viu  Coletivo  Teatral Sala Preta se apresentando na calçada. Curioso, se aproximou.  O ator Bianco Marques, sagaz, o levou para o centro da roda e eles acabaram improvisando uma cena. Foi lindo!

Espetáculos nordestinos embalam Festa Junina do SESC

Sala Preta leva apresentação teatral para programação do evento

 Além de muita quadrilha, cocada, quentão e pé-de-moleque, a tradicional Festa Junina do SESC traz este ano uma novidade: duas apresentações teatrais que irão aproximar ainda mais o público da cultura nordestina. Entrando no clima do mês de junho, o Coletivo Teatral Sala Preta apresenta os espetáculos “A noiva de Gonzagão” e “As Viúvas de Domingos”, nos próximos sábado e domingo, às 20h, na Festa Junina do SESC, em Barra Mansa.

A zabumba e o triângulo dão o tom do espetáculo “A Noiva de Gonzagão”, que abre a programação da noite de São João, no sábado.  Ao narrar a história da noiva Maria e sua paixão pelo compositor nordestino, os atores aproximam toda a popularidade das canções de grande sucesso com o público.

Já “As Viúvas de Domingos”, que será apresentado no domingo, conta a divertida história da viuvez de três mulheres apaixonadas pelo mesmo homem. O espetáculo é inspirado nas canções de Dominguinhos e promete agitar o público com seus sucessos.

Quem quiser acompanhar, a entrada da Festa Junina do SESC é R$ 2,00.

Serviço:

Datas:

“A noiva de Gonzagão”25/6

Hora: 20h

Atores: “A noiva de Gonzagão” – Bianco Marques, Danilo Nardelli, Rafael Crooz e Suzana Zana

“As Viúvas de Domingos”26/6

Hora: 20h

Atores:

“As Viúvas de Domingos” – Clarissa Anastácio, Jéssica Zelma, Nathália Dias Gomes, Thiago Delleprane

Duração: 25min cada

Coletivo Teatral Sala Preta reune artistas e historiadores para o I Seminário do Projeto Nasce uma Cidade 2011

 

O encontro, que acontece no Galpão do Teatro, no Parque da Cidade, terá palestras e debates sobre a história de Barra Mansa

Com o objetivo de realizar uma grande mobilização popular em torno da celebração aos 179 anos da emancipação política do município de Barra Mansa, o Coletivo Teatral Sala Preta, com o apoio da Firjan e do SESI-RJ, dá início ao projeto Nasce uma Cidade 2011. O seminário, que terá palestras ministradas pelo Superintendente de Cultura de Barra Mansa, Luiz Augusto Mury, e pelo Presidente da Academia Barramansense de História, Rozan Silva, acontece no próximo sábado, dia 11, às 15h, no Galpão do Teatro, no Parque da Cidade.

Durante o encontro serão discutidos temas como ‘Arquitetura e Urbanismo, Patrimônio e Memória – Desdobramentos Futuros’ com a professora, arquiteta e urbanista Andrea Auad. Além disso, o professor e Superintendente de Cultura de Barra Mansa, Luiz Augusto Mury irá falar sobre ‘O Poder Público no Processo de Desenvolvimento Cultural Local – Um Reencontro de Identidade’. O Presidente da Academia Barramansense de História, Rozan Silva, também é um dos convidados para ministrar palestra sobre ‘Os Atores da História – Seguimento Históricos, Geográficos, Políticos e Econômicos’. Fechando a programação, o ator e Presidente da Associação Coletivo Teatral Sala Preta, Rafael Crooz, irá falar sobre ‘Patrimônio Imaterial – A Arte como Identidade, Tradições e Memória de um Povo’.

Para Rafael Crooz é importante destacar o potencial de articulação que o projeto propõe. “É uma iniciativa da sociedade civil organizada com um objetivo integrador, que coloca em prática todo o nosso discurso de preservação e busca da sustentabilidade dos coletivos culturais e artistas de nossa cidade”, ressalta.

Em outubro de 2010, o Coletivo Teatral Sala Preta, em parceria com o ECFA – Espaço Cultural Francisco de Assis França, de Volta Redonda, promoveu o espetáculo itinerante “Nasce uma Cidade”. O desfile cívico-cênico, comemorou o aniversário de 178 anos de Barra Mansa, e reuniu cerca de 400 pessoas pelas ruas do município para contar a sua história. “Esperamos poder ampliar o projeto para este ano novamente. Estamos aguardando captação nas leis de incentivo culturais, porque não podemos realizar o espetáculo sem recursos”, finaliza Crooz.

Quem quiser acompanhar, as palestras são gratuitas e o encontro será aberto ao público.

O espetáculo, que aconteceu com sucesso no ano de 2010, é realizado em comemoração ao aniversário do município


Na manhã desta segunda-feira, 2 de maio, o Coletivo Teatral Sala Preta se reuniu com o prefeito de Barra Mansa, José Renato, e o superintendente de Cultura, Luiz Augusto Mury, para dar início ao projeto ‘Nasce uma Cidade’, que tem o como mote a articulação cultural em torno das comemorações do aniversário do município.

O prefeito se comprometeu em articular, junto aos representantes do governo e as empresas interessadas, para buscar os recursos para a realização do projeto, que foi aprovado na lei de incetivo fiscal (ICMS) do Estado do Rio de Janeiro e está em fase de captação. ”Nós queremos muito que este projeto aconteça, porque não é só um evento, um espetáculo, é todo um envolvimento social que enriquece nossa cultura e valoriza a nossa história”, afirmou Zé Renato.

O projeto Nasce uma Cidade aconteceu com sucesso no ano de 2010 e envolveu mais de 400 artistas barramanseses e de municípios vizinhos. A forma de desfile “cívico-cênico” permite com que os cidadãos revivam a história onde ela de fato aconteceu, percorrendo praças, pontes, ruas e avenidas, utilizando os edifícios históricos e valorizando o conjunto arquitetônico do centro da cidade.

“Com o Nasce uma Cidade, buscamos o resgate da identidade cultural de Barra Mansa e um aprimoramento técnico e artístico dos coletivos de criação. Ano passado trabalhamos com 22 grupos e centenas de artistas independentes. Este ano, esperamos poder contar com uma mobilização ainda maior”, completa Rafael Crooz, presidente da Associação Coletivo Teatral Sala Preta. Estiveram presentes também na reunião o Diretor de Produção do Sala Preta, Marcelo Bravo, e a Conselheira Consultiva, Viviane Saar.

Pensei aqui como descrever os dois dias que passamos neste encontro com o Franciulli e me veio a cabeça um texto que li recentemente, chama-se O Esgotado, do Deleuze.

“O esgotado é muito mais que o cansado. ‘Não é um simples cansaço, não estou simplesmente cansado, apesar da subida.’ O cansado não dispõe mais do que qualquer possibilidade (subjetiva) – não pode, portanto, realizar a mínima possibilidade (objetiva). Mas esta permanece, porque nunca se realiza todo o possível; ele é até mesmo criado à medida que é realizado. O cansado apenas esgotou a realização, enquanto o esgotado esgota todo o possível. O cansado não pode mais realizar, mas o esgotado não pode mais possibilitar. ‘Peçam-me o impossível, muito bem, que mais me poderiam pedir”

Bem, nos foi pedido muita coisa nestes dois dias. Rolamentos, paradas de mão, emoções, relações, ações, texto, o impossível… Hoje teríamos um ensaio do Devir, a proposta era retormar o começo. Recomeçar. Recomeçar o improviso, buscar novas ações, novos fontes de subpartituras. Hoje encontrei mais um aliado interessante que com certeza irei investigar no meu caminho. As emoções. As emoções sim podem gerar ações. Elas podem gerar associações! Salve Jorge, CNPJ! As emoções são chaves. Elas abrem caminhos, portas e abrem as relações. Me emocionei várias vezes com a sincronia-sintonia que encontrei com David. Foi lindo e eu tive uma amiga que se emocionou e morreu.
Deus que me livre!
Falando nisso, Deleze continua:

“Deus é o originário ou o conjunto de toda possibilidade. O possivel só se realiza no derivado, no cansaço, enquanto que se está esgotado antes de nascer, antes de se realizar ou de realizar qualquer coisa (renunciei antes de nascer).”

Lembro do Grotovski me sussurrando alguma coisa sobre exaustão… Nesta hora me ecoa o David novamente, falando da energia. Sim. Eu não podia parar. Eu estava com energia suficiente para caminhar a distância entre B.M. x Marselle. Mas esta energia chegou caminhando até aqui e fui pego de surpresa! O que deixou tudo muito mais emocionante. Por que foi possível. Mesmo de última hora conseguimos organizar um trabalho bacana. E nós tornamos isso possível. Segue, o homem:

“Quando se realiza um possível, é em função de certos objetivos, projetos e preferências: calça sapatos para sair e chinelos para ficar em casa. Quando falo, quando digo, por exemplo, ‘é dia’, o interlocutor responde: ‘é possível…’, pois ele espera saber o que pretendo fazer do dia: vou sair porque é dia… A linguagem enuncia o possível, mas o faz preparando-o para uma realização. E, sem dúvida, posso utilizar o dia para ficar em casa; ou posso ficar em casa graças a um outro possível (é noite) (…) não diz o que é, diz o que pode ser… Você diz que está trovejando, e alguém lhe responde no campo: é possível, pode ser… Quando digo que é dia, não é porque seja dia… [mas] porque tenho alguma coisa para realizar, à qual o dia só serve como ocasião, pretexto ou argumento”

E que pretexto para acordar bem cedo!! Nos dipormos, sem tomar café, arrastado, pegando o caminho “indireto”, mas chegando e não perdendo tempo.
O trabalho de permitir os encontros foram em bolinhas, bolas e bolões. Encontros bolinhas que se deram entre os seres e sua própria condição de ser. O encontro bola destes seres artistas desta geração que aprendeu muito com a geração que roeu o osso para chegarmos mordendo uma carninha. O encontro entre tempos. O encontro bolão é o tempo que foi e voltou, o tempo que vai se desencontrar, o tempo de viver o agora entre a descoberta do Eu e o Outro. Essa combinatória de elementos que formam a dor de ser ator ser incluída no rol das dores mais prezerosas do ser. Então eu sigo citando o Deleuze pois me faltam melhores termos para dizer o que realmente gostaria:

“A disjunção torna-se inlcusa, tudo se divide – mas em si mesmo -, e Deus, o conjunto do possível, confunde-se com Nada, do qual cada coisa é uma modificação. ‘Simples brincadeiras do tempo com o espaço, ora com uns brinquedos, ora com outros. (…) A combinatória é a arte ou a ciência de esgotar o possível, por disjunções inclusas. [não foi isso que fizemos no exercício prático?] Mas apenas o esgotado pode esgotar todo o possível, pois renunciou a toda necessidade, preferência, finalidade ou significação. Apenas o esgotado é bastante desinteressado, bastante escrupuloso. Ele é forçado a subistituir os projetos por tabelas e programas sem sentido. O que conta para ele é em que ordem fazer o que deve e segundo quais combinações fazer duas coisas ao mesmo tempo, quando ainda necessário, só por fazer. (…) A combinatória esgota seu objetivo, mas porque seu sujeito está esgotado. O exaustivo e o exasuto.”

Meus músculos estão exaustos. Me dizendo, afirmando, que é esse é o meu ofício. Esgotar-me ao cansaço. Cansar-me do esgotamento. Exaurir as possibilidades e reconhecer-me no percurso do devir involutivo. Regressar à raiz é reinvertar-se pois somente na raiz que podemos viver o re-nascer, o re-surgir - resurreição. Da raiz, do velho-novo conhecimento, nós nos renovamos. Buscamos nosso estado itinerante de nos pertencermos. Mudamos nossos sentidos, nos ressignificamos. Agora eu sinto mais uma porta aberta para um devir intenso, chorar, virar, arrastar, engatinhar, levantar, cair, falar, caminhar, segurar e correr. Renascer. Esse é a meta de nosso devir imperceptível. Não nos vemos, não nos definimos, não somos capazer de dizer o que já somos o que está por vir. O nosso trabalho nos faz devir animal capaz de planejarmos o caminho e esgotar os cálculos.

Meu sono está por vir. Um real sonho de pertencer á uma companhia teatral de fato. Para todos os efeitos, hoje, dia do renascimento desses alguns atores, renasce também o nosso registro oficial. Hoje não só rompemos a plascenta, mas registramos em cartório, batizamos e matriculamos na escola, (salve dan!).

Nascer sempre é um processo doloroso. Imagina você ter ficado tanto tempo dentro de uma “atmosfera” líquida, sendo que você cresceu muito mais do que aquela película pode aguentar e de repente, quando isso se rompe, você é obrigado colocar ar nos pulmões que antes estavam encharcados, selados. Pela primeira vez ver a luz, ouvir ondas sonoras sem a reverberação líquida. Isso dói. E chora-se pela dor e delícia de reconhecermos que agora Somos. No momento em que se Nasce, se É.

Mais um verbo.

To be or not to be? Estar ou não Estar? Star or não Star? Ser ou não Ser?

Mais uma questão. Afinal precisamos sempre buscar melhores questões… não é verdade?

Onde que é vai dá?

Tô feliz pra caralho. Brigado.

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Rafael Crooz

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