DESORDEM E REGRESSO

Por Rafael Crooz

sete de janeiro de dois mil e nove

Às margens plácidas do Ipyranga, ouviram o brado retumbante de um povo heróico. Neste instante, no céu da pátria, o Sol da liberdade brilhou em raios fúlgidos. Ó liberdade, se em teu seio conseguimos conquistar com braços fortes o penhor dessa igualdade, o nosso peito desafia a própria morte.
Salve!
Salve a pátria idolatrada, amada!
Brasil, se em teu céu formoso, risonho e límpido resplandece a imagem do cruzeiro, desce à terra um raio vívido, um intenso sonho de amor e de esperança. És belo, forte, colosso, impávido, pela própria natureza és gigante e o teu futuro espelha essa grandeza. Ó pátria amada! Tu Brasil, entre outras mil, és terra adorada. Brasil, ó pátria amada, és mãe gentil dos filhos deste solo. Ó Brasil, eternamente deitado em berço esplêndido. Florão da América. Fulguras a luz do céu profundo o sol iluminado do novo mundo ao som do mar. Teus campos risonhos, lindos, têm mais flores no teu seio do que a terra mais garrida. “Nossos bosques têm mais vida, nossas vidas mais amores”.
Salve!
Ó idolatrada pátria amada, salve!
Brasil, que o lábaro que ostentas estralado, seja símbolo de amor eterno e o verde-louro desta flâmula diga: “Paz no futuro e glória no passado”. Mas verás que, se ergues a clava forte da justiça um filho teu não foge à luta, nem quem te adora teme a própria morte. Ó amada pátria! És terra adorada entre outras mil tu, Brasil, pátria amada, és mãe gentil dos filhos deste solo. Brasil.

Ator, amigo, meu irmão, tu só vives de contradições e constrições. Tu vives somente no contra. O artista precisa consumar sua obra para que ela possa ser consumida. Porém não consuma a obra! Ela deve ser a consumação!

É justamente essa a minha opinião a respeito. Já disse e repito que creio tanto na existência de um Deus que nos criou, nos vê, nos ouve, e até que satifaz nossos desejos, como creio que não pode existir nenhuma família animal sem pai, vegetal sem semente, arbórea sem muda, ou haste de que brota e produz. Penso também que todo homem deve gozar da mais extensa liberdade para gozar, do modo que mais lhe agradar, conhecendo, e mesmo fazendo-se o experimentar todo. Como também que seus gozos não tragam disgraça a alguém que tem direito como os outros entes de gozar e não sofrer! Tudo quanto é fora desses princípios é pra mim bárbaro, desumando e cruel. Fui educado nos princípios da mais sã liberdade. Amo a fraternidade e almejo a humanidade. O que, porém, é necessário para não erramos, é sabermos fazer a mais discreta distinção entre o que é agradável aos outros entes de nossa espécie, e que também é a nós, sem que alguém sofra, e o que é a eles desagradável, porque lhes traz sofrimento. Feita essa distinção, nada mais fãcil para sermos verdadeiramente felizes, agradando ao nosso Criador, e aos entes de nossa espécie, e o que procede de modo que nos convenha, e a eles, e esquivarmos-nos de praticar atos que, embora nos convenha, a eles prejudiquem e ofendam.

O homem é um lobo para outro homem e como seu interesse é a sobrevivência, cada homem faz uma espécie de pacto com os outros homens.

E ae? Onde acha que tá mais caro, amigo, em casa ou no bordel?

1 comment
  1. Cátia Costa said:

    fala meu querido!!!!
    parabéns para o sala preta pela possibilidade de mostrar o trabalho em outras terras para outras gentes!!!!
    muito bacana, aproveitem!!!!!
    beijos
    catita
    p.s.rafinha um beijo especial!!!!!!

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