A todos vocês, muito obrigado

Hoje li que “aquele que não resolve sair, não consegue ver as correntes que o prendem”. Nós saímos, ousamos. Fomos profissionalmente irresponsáveis. Uma irresponsabilidade crédula. Sempre acreditamos que somos capazes, nós nunca duvidamos de nós mesmos, nunca colocamos em prova a nossa competência, até porque ela mesma, a competência se coloca em prova.

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 Foi ontem que começamos a ler um livro infantil, compor músicas, confeccionar adereços e hoje trazemos na bagagem uma experiência transcendental. Pois foi isso que fizemos, transcendemos. Sabe o que mais me encanta nisso tudo? É que não fazemos nada para provar nada a ninguém. Fazemos porque nos amamos, nos acreditamos. E sabemos que temos todas as ferramentas necessárias nas mãos: vontade, conhecimento, crença, ação, imaginação. Até hoje, tudo que dissemos que faríamos, fizemos.

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Medio del mundo

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O que me faz crer que não fazemos a política do ver para crer e sim de crer para ver. Nós acreditamos, logo vimos. Vimos pacificamente novos horizontes, vimos também, em Manabí, Chone. Vimos o golfo, a serra, os Andes, vulcões, as iguanas. Vimos que há vida depois do meio do mundo. E lá é onde tudo começa, segue seu rumo chega ao pólo extremo, volta à linha central e se neutraliza novamente. É o marco, onde tudo começa do zero e termina no zero. É por isso que tudo dá certo, aliás sempre as coisas dão muito certas! É uma cética sinergia louca que acompanha, coincidentemente, as fases da lua. Louco isso! Louco pensar que estamos alinhados o tempo todo. Na linha exata, 0,00,00 graus, por que à partir desse ponto, preto, tudo começou, deu início e depois foi transgredido.

.0,00,00

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Novos Horizontes

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Horizontes Novos

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O prefixo trans siginifica “movimento para mais além de”, “através de”. Transgredir significa ir além de, atravessar, não seguir determinações, sejam elas de ordem ou de lei. Trans-grand-ação, transgreção. Transgredir é um verbo que sugere o ato de ir além, para mais além. A grande ação de atravessar. E nós atravessamos inúmeras vezes a linha que nos separa deste, daquele mundo de lá. Cruzamos constantemente a linha do imaginário e do real. Existe vida real além do centro do meio do mundo, além dos palcos.

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E elas constam nos arquivos, os mesmos que marcam o início de tudo, a continuidade e professam o futuro. Sempre soubemos que juntos somos fortes e podemos comprovar que quando estamos verdadeiramente juntos, juntamos mais gente e pulsamos. Pulsamos juntos. Saímos do hemisfério sul pulsando na espiral anti-horária que nos levou a pulsar na terra das espirais de sentido horário e nos deixou descansar. Mas pulsamos e continuamos a pulsar. Um pulso firme que espontaneamente ajusta o arreio do cavalo e nos arriba aos céus mais distantes e cada vez mais distantes, um segurando o outro pela mão.

Juntos.

Sempre.

Obrigado por tudo!

Rafael Crooz

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