Tomando em liberdade o ruar!

Sou um ator do mundo embestado a voar. Estamos em LIBERDADE atuando no ruar!

A Tomada Urbana Ato I começou e com a força de uma locomotiva. Ontem tivemos um público maravilhoso, nunca havia visto antes a Praça da Liberdade no Centro de Barra Mansa, tão cheia para assistir ao nosso espetáculo. Foram duas apresentações verdadeiramente especiais. Mas nem tudo foi só flores.
Ontem, às 10h35 da manhã, enquanto arrumávamos o som para a apresentação, fomos novamente abordados pelo Fiscal de Postura, porém dessa vez não foi apenas um, foram 3 fiscais (fotos em tomada urbana ato i), prontos para desmontar o circo. A ordem que eles tinham era para sair da base e parar o que estava acontecendo. Simplesmente parar. Os três nos abordaram dizendo que “se não tínhamos começado, era melhor nem começar”. Claro que eles não ficaram sem resposta. Despejamos sobre eles todas as legislações, nosso direitos constitucionais, informamos sobre a força da Rede Brasileira de Teatro de Rua, dos encontros, das reuniões que estão acontecendo no Rio, da vergonha que está acontecendo na capital fluminense com essa mesma atitude de “autorização”, etc. Na última terça feira fomos abordados pelo fiscal Ricardo que nos orientou a obter uma autorização da prefeitura para nos apresentarmos em praça pública. Ele recebeu respostas que provavelmente não o agradaram muito, talvez por isso, ontem fomos “agraciados” com aqueles três anjinhos. Depois de gastarmos nossos verbos em torno dos nossos direitos começaram as ligações. Ligamos pra Superintendente de Cultura, para Secretário de Ordem Pública, para Gerente de Cultura, para Prefeito, vice-prefeita… até que tudo foi resolvido e o espetáculo começou com 20 minutos de atraso. Não me lembro o nome dos fiscais, até porque quando nosso superintendente solicitou o nome dos mesmos para ser encaminhado ao chefe deles, eles simplesmente se sentiram acuados e não nos quiseram informar. Não sei, talvez por receio, uma vez que mostramos a eles por A+B que o que estavam fazendo era um erro sem tamanho, correndo o risco de sérias conseqüências.

O que acontece é que não sabemos o dia de amanhã. Estamos na luta. Não existe um histórico de grupos de Teatro de rua em Barra Mansa, talvez deva ser por posturas iguais a essa no passado, talvez seja por ausência de grupos do gênero. Mas essa fiscalização não pode continuar. Convoco a força de todos nossos amigos rueiros para tomar nossas ruas e fazer de Barra Mansa o palco popular. Contem sempre conosco!

Hoje seguimos com a programação. Logo mais teremos a estréia de “O Cascudo Douradinho em: Amiga Lata, Amigo Rio” pelas ruas de Barra Mansa. Esse é o nosso único espetáculo que nunca foi feito pelas ruas de nossa cidade. Esperamos ter a presença das escolas municipais. Mas o sub-secretário de educação de Barra Mansa é o senhor muito avesso à cultura e pessoalmente não gosta de peixe. Portanto teremos um batalha contra a “boa-vontade”.

Espero o melhor!

Coty recó taquara aicó uiba ui i
Enquanto tiver bambu é flecha neles!
Evoé!

Rafael Crooz

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3 comments
  1. Viviane said:

    PERSEVERAR … ATÉ O MOMENTO EM QUE A CULTURA ESTIVER EM PRIMEIRO LUGAR!!! RSRSRS
    PERSISTAM …
    INSISTAM …
    FIQUEM FIRMES …
    ESTAREMOS COM VOCÊS!
    SEMPRE.

    • salapreta said:

      Obrigado pela presença!
      😉

  2. Isa said:

    Após ver a Tomada Urbana de Cantos de Euclides,cheguei em casa ainda anestesiada e resolvi escrever uma carta para um amigo contando como havia sido.Ao mostrar a carta para a Jéssica, ela gostou,e me sugeriu que aqui publicasse.Concordei,pois acho que assim será uma forma de parabenizar vocês!

    Carta ao leitor

    Querido José,

    Acabo de chegar em casa e já te escrevo ainda com fome, visto que já passa do meio-dia.Escrevo-te como que pra me desafogar do que passei ainda pouco. Venho de uma ciranda linda de teatro que aconteceu ainda ali, na praça da minha cidade.Fomos em procissão,saindo da Igreja Matriz, passando pela antiga Estação e chegando ao Parque Centenário, a Floresta Amazônica da pequenina Barra Mansa.Escrevo pra te escrever o que foi que vi. Lindo.Gente cheia de panos, cheia de cores.Havia tambor e batuque, havia caboclo, havia tipo capoeira, havia Santa Luzia, havia sangue,
    havia tanta vida, José, que eu nem sei mais se vivo de verdade.
    Chorei naquele começo, quando eles falavam do jagunço, da gente que nasce da poeira, de Canudos.
    Canudos não se rendeu,José, não se rendeu.
    Chorei porque foi Euclides da Cunha,porque foi uma criança,órfão sobrevivente do sangue,
    Chorei porque era voz de um jaguncinho. Foi muita cor, Zé, muita cor…

    Parabéns pelo trabalho! Continuem, pois Barra Mansa precisa disso!

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