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Monthly Archives: Julho 2010

Sala Preta entra no clima nordestino com o espetáculo “As Viúvas de Domingos”

Ao contar a história da viuvez de três mulheres, os atores relembram grandes sucessos de Dominguinhos

Por ser de lá, na certa por isso mesmo. É do Nordeste brasileiro, região de cultura rica, onde nasceu o compositor Dominguinhos, que o Coletivo Teatral Sala Preta se inspirou para seu novo espetáculo de rua, chamado ‘As Viúvas de Domingos’.

Na próxima segunda, às 17h, e terça-feira, às 13h, os atores Thiago Delleprane, Clarissa Anastácio, Jessica Zelma e Nathália Dias Gomes saem em um cortejo cênico, pela Rua do Lazer, em Barra Mansa, para contar a história da viuvez de três mulheres apaixonadas pelo mesmo homem.

A partir da temática de São Pedro, conhecido como o santo que controla as chuvas e de devoção de muitas viúvas, os atores criam pequenas histórias divertidas e inusitadas que empolgam o público. No desenrolar da apresentação, o grupo consegue aproximar toda a popularidade de Dominguinhos com os espectadores, que entram no clima da festa, cantando seus grandes sucessos.

O novo trabalho do Coletivo Teatral Sala Preta estreou no mês de junho. Desde lá, o grupo fez apresentações na Festa da Colônia de Santo Antônio; no centro de Barra Mansa; na feira da Vila Santa Cecília, em Volta Redonda; e no Kalimba, em Penedo. Quem quiser acompanhar a programação do grupo, basta entrar no site www.salapreta.com.br.

O espetáculo

“As Viúvas de Domingos” conta a história da viuvez de três mulheres apaixonadas pelo seu homem. No desenrolar da apresentação, elas descobrem que enviuvaram do mesmo Vanô, um cabra safado e caçador de dotes.

Serviço: “As Viúvas de Domingos”

Datas: Segunda-feira (26/07): 17h Terça-feira (27/07): 13h

Local: Rua Rio Branco (rua do lazer) – Barra Mansa – RJ

Gratuito.

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O Coletivo Teatral Sala Preta gravou entrevista com a Band, na manhã desta quinta-feira. O grupo falou sobre as expectativas da viagem para o Equador, contou um pouco sobre a história da Sala e os atores gravaram algumas cenas do ensaio do espetáculo O Cascudo Douradinho em: Amiga Lata, Amigo Rio. Quem quiser acompanhar o resultado, a matéria irá ao ar hoje, no jornal das 19h. Não percam!!

 Enviado por Bairros.com

20.07.2010 – 13h28m – O Globo

Vale do Paraíba

Grupo teatral do Vale do Paraíba participa de missão internacional

O Cascudo Douradinho na Praça da República em Quito, em setembro de 2009

Os integrantes do Coletivo Teatral Sala Preta, de Barra Mansa, irão embarcar no próximo dia 29 numa missão de paz internacional. Levando um discurso de preservação ambiental e direitos humanos, o espetáculo “O Cascudo Douradinho em: Amiga Lata, Amigo Rio” irá passar por comunidades localizadas em regiões de conflito armado entre Equador e Colômbia.

Idealizado pela Corporación Humor y Vida, o projeto “Revuelta en la Mitad Del Mundo” reunirá organizações artísticas e sociais vindas da Espanha, Colômbia, Equador e Brasil, representado pelo Coletivo Teatral Sala Preta. Serão 36 dias de viagem, percorrendo as três diferentes regiões da fronteira equatoriana: amazônica, andina e litorânea.

Os atores Rafael Crooz, Danilo Nardelli e Bianco Marques irão passar pelas comunidades de El Palmar, Puerto el Carmen, Lago Agrio, Túlcan, Chical, San Lorenzo e Palma Real, para contar a história de um pequeno peixe cascudo que vivia em um rio poluído. “Falar sobre preservação ambiental numa região como essa é uma forma de falar sobre direitos humanos e relações políticas. E tudo isso se reflete no nosso país, porque os rios Putumayo e San Gabriel, que banham estas comunidades, estão entre os principais afluentes do rio Amazonas”, ressalta Rafael.

Os artistas ainda irão dar oficinas de teatro, música, confecção de bonecos e

Sala Preta visitando a metade do mundo em 2009

recreação, e elaboração de projetos culturais, além de receberem oficinas das culturas locais e participarem de apresentações de espetáculos das próprias comunidades. Para Bianco, um dos integrantes do Coletivo Sala Preta, a viagem é mais do que um intercâmbio cultural, é uma troca de experiências antropológicas. Quem quiser acompanhar os trabalhos do grupo, basta acesssar o site www.salapreta.com.br.

O espetáculo

A história, contada pelo Coletivo Teatral Sala Preta, é de um pequeno peixe cascudo que vivia solitário em rio muito poluído. Um dia, enquanto procurava comida, uma lata de alumínio dourada ficou presa em sua nadadeira, e passou a ser a sua única companheira. Por isso ele recebeu o apelido de Douradinho. Ele e sua lata resolveram nadar contra a corrente a procura de um lugar mais limpo para viver, um paraíso, a nascente do rio. No caminho, eles conhecem a Língua Negra, a Árvore, o Menino e o Afluente. Todos esses personagens explicam ao peixinho as causas da poluição e indicam formas de combatê-la. A viagem do peixe é uma jornada de amadurecimento pelo conhecimento.

 

Ao som dos atabaques, ecoa o sertanejo de Euclides vivo, presente em suas obras.

Consegue despertar em uníssono o encanto do artista.

Almas gêmeas, coro, respiração, arrepio….

Vontade de ser o artista que transborda emoções e emerge do anonimato.

Feliz dos que participaram,

Feliz dos que viram,

Feliz dos que sentiram,

Feliz…

O canto de Euclides, o seu empalidecer.

A procissão, o trem, a alegria, a paixão dos violinos chorando pelos atabaques, a santa e a sua voz…

Euclides! Chamado pelo cavaleiro, que envolto em tochas refletia no mar de corpo presente no artista.

A pedra do cirandeiro refletiu mais do que o sol e mais do que a lua.

E que lua!

A chuva não molhou o sertanejo, mas a lágrima chegou perto, participando dessa vontade intensa dos homens, que de barba, fizeram acontecer no solo de Parati.

Perdeu quem não viu, deixou cair, não viveu, morreu um pouquinho.

Sheila Zelma

04/07/09