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Monthly Archives: Agosto 2010

Chical,  Ecuador   –  21/08/2010

Sábado

Chical ainda está ali, logo abaixo.

Vemos de longe, do alto, a saudade.

Que povo!

Uma dúzia de ruas apenas.

Muitos coraçoes sonhadores, que precisam deixar seu povo para poder se graduar.

Os ensinei um pouco de samba do Brasil. Eles me ensinaram um pouco mais sobre viver.

Fernanda, Deiver, Karol. Jessica, a prafrentex. Hamilton, o elegante. Andrés, Camila. Todos.

A eles abri meu coraçao. Ontem fizemos uma excelente mostra. Hoje levamos um onibus carregado de histórias. Já subimos e baixamos inúmeras vezes esses Andes equatorianos. Chical cada vez menor.

Na fogueira, queimamos as bruxas, a Tula, duendes e pumas. O curandeiro nos ensinou a respeitar a mae natureza do ponto de vista barbudo e óculos fundos. O sr. Luis.

E o zigue-zague andino!!!

Ah! Ganhamos mais dois galos. Já tínhamos ganhado a Carmen, agora temos Pablo e Tulim. Tres aves que viajam no onibus conosco.

Fotos.

http://www.orkut.com/Main#Album?uid=5544796162231542384&aid=1280570263

Inumeras fotos

Muitas fotos depois de sambar.

Senti que todos ficaram muito felizes com a apresentaçao. Alias, todas as oficinas foram bonissimas!

O presidente da comunidade pediu ao povo que nos enviassem presentes. Ganhamos araçá, uma fruta ácida pra burro, parece uma pera grande, amarela e se como com sal. Ainda comemos Guaba, um talinho comprido de onde se tira pelotinhas brancas. As sementes sao brilhosas e  roxas escuras.

Pela estrda parece que vamos nos precipitar a todo momento.

Faz sol.

Sempre um tempo para um peche! O pielroja! O tabaco Colombiano vicioso!

O Rio. Lugar para meditar, tomar banho, lavar roupa.

Fiquie encatado com tamanha beleza. A água era limpa, cristalina, pura e boa de nadar. Muitas árvores plantadas nas márgens.

Cobras no caminho.

Baratas no café.

Quanto tempo sem uma geladeira. Quanto tempo sem comer um mamífero ou uma ave morta.

Futebol e protetor solar. Ja se vao as primeiras células mortas de pele.

Mais zigue-zague. Onibus guerreiro. Um povo valente.

Zancos! Ou pernas de pau. Cada vez melhor! Cento e dez saltos com uma perna só! Ufs… vai treino. Muitos exercícios anotados. Salve grande mestre Gabriel. Me ensinando a ensinar meus companheiros. Don árbol ainda vai crescer!!!

Um ensaio para meu amigo secreto:

Sou um pirata. Um pirata latinoamericano em busca de uma nova terra. Nao quero encontrar um território e invadi-lo. Acelero sempre em direçao ao meu novo lar. Sigo a minha trilha sonora para fazer do chao que piso um novo lar.

Eu vim de lá! Lá da minha terra! Eu nao vi paz, eu só vi a guerra. A batalha urbana de gente comendo gente. Esse sapo eu nao engulo. Agora eu entro na batalha. Estou armado com minha guitarra e a potencia dos meus agudos.

A república Federativa do Paraíso da Nascente consede ao apelo de refúgio ao cidadao das polis globais. Podendo este, se livre expressar e ascender o espírito aos picos efemeros dos vales andinos.

Um peche compita!

Semelhante atrai semelhante. Sigo o rastro da águia no topo do vulcao.

From Colombia para equacionar essa dor, esse amargor do desencanto com os coraçoes sujos.

A ver…

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Um beijo a todos

Evoé!

Rafael Crooz

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Primeira mostra do processo de montagem do espetáculo “Nasce uma Cidade“, inspirado no poema homônimo Nasce uma Cidade de Lacyr Schettino. O projeto é  idealizado pelo  Coletivo Teatral Sala Preta e realizado em parceria com o ECFA e diversos outros grupos artísticos de Barra Mansa e Volta Redonda.

Direção:  Ângela Oliveira e Rodrigo Pinho.
Realização: Eliminados Produções Artisticas.
Trilha sonora: “Malungo”
Música:  Nação Zumbi.
Agradecimentos:  Primeiramente a Deus,  Joy,  Thiago Delleprane e em especial à Viviane Saar.

Sala Preta e Humor y Vida na fronteira ecuatoriana. A outra margem do rio já é a Colombia.

Quantos ninños a me chamar

Vao subindo nos meus bracos-galhos

Vao pegando as minhas frutas-sonhos

Misturando-se aos meus ramos-risos

Neste Lugar

 

Cuantos chicos a volar

Por la calle echa de limo e tierra

Por el rio que parece mar

Hermanitos solos en tierra virgen

En El Palmar

 

Quero correr por essa rua

Quero brincar de ser aquilo que nao sou

Quero nadar no Putumayo sem medo da Jiboia que a vó inventou

 

Quiero hacer una Revuelta

Armado con mi nariz roja y nada más

Plantar semillas de esperanza, amor

Y paz.