CINCO ANOS DE DEDICAÇÃO AO TEATRO

A GERAÇÃO DE ARTISTAS PÓS FLAVIO E CLÉCIO

Em 2008 os atores Danilo Nardelli e Rafael Crooz se organizaram para estruturar um espaço onde pudessem praticar e pesquisar sobre as artes cênicas. Encontraram uma pequena sala no Centro de Barra Mansa, e a adequaram da melhor forma para o que pretendiam. O primeiro passo foi pintar as paredes de preto, pois é a cor mais neutra e contribui para o início de um trabalho cênico. Em seguida começaram os trabalhos de investigação, estudos, práticas e exercícios teatrais.

Após algumas pesquisas sobre técnicas cênicas, se juntaram a eles os atores Bianco Marques e David Cunha e em pouco tempo mergulharam no universo do dramaturgo gaúcho, do século XIX, José Joaquim Campos Leão, conhecido como Qorpo Santo. O resultado desse trabalho foi uma performance de 40 minutos apresentada no dia 11 de janeiro de 2009, naquela pequena sala 12 convidados assistiram a performance “Desordem e Regresso”. Estava inaugurada a Sala Preta. Esse mesmo nome depois passou a ser atribuído ao grupo e então surgiu o Coletivo Teatral Sala Preta.

Cinco anos depois, a Sala Preta está marcada na história de Barra Mansa como uma das mais importantes gerações de artistas do município, depois do modernista Flávio de Carvalho e do artista plástico Clécio Penedo.

“Há uma compreensão do Lugar, uma inscrição territorial “Barra Mansa” que deságua e se liquefaz. Ao nos depararmos com a significação das obras de Flávio de Carvalho e Clécio Penedo colocam-se espontaneamente a permanente superação, a inusitada provocação, o local e o global que se desterritorializam. O Sala Preta é definitivamente parte deste território e também busca sua constante desterritorialização”, afirma a professora e Mestra Andréa Auad, do Curso de Arquitetura do UGB – Centro Universitário Geraldo Di Biase.

O Sala Preta está inserido numa geração pós-Ministro Gilberto Gil, quando a cultura se consolidou nas políticas públicas do país, com o merecido tratamento de respeito e galgou importantes passos para seu reconhecimento. São artistas que buscam o entendimento da sociedade contemporânea e sua constante transformação por meio da arte que produzem.

O grupo exerce destacada influência na cena cultural local, como aponta Vicente Melo, ex-gerente de cultura da Fundação de Cultura de Barra Mansa, do ex-prefeito José Renato (gestão 2009-2012): “A fértil ação do grupo propiciou muitos feitos marcantes para a cultura em Barra Mansa, na região, no país e fora dele. Para um grupo que comemora apenas cinco anos de atividades, em um país que só agora vai acordando para a cultura como vetor do verdadeiro desenvolvimento, podemos sustentar que a marca é espetacular.”

O ator e diretor Lúcio Roriz, de Volta Redonda comenta a dificuldade em preservar um grupo ativo. Lúcio é fundador do Grupo CENA, o mais antigo da Região ainda em atividade, com 28 anos de teatro. “Não é fácil manter um grupo homogêneo. Esta rapaziada do Sala Preta sabe administrar talento e dedicação”, comenta o diretor.

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“O Casamento do Pequeno Burguês” de Bertolt Brecht, na Sala de Espetáculos Tulhas do Café, no dia 21 de dezembro de 2013. Foto: Bravo

O SALA PRETA E O TEATRO DE RUA EM BARRA MANSA
O primeiro espetáculo do Sala Preta, “O Cascudo Douradinho”, foi montado para uma sala convencional e se apresentou no teatro do SESC Barra Mansa, em março de 2009. Na época, os atores ainda não buscavam a rua como lugar para seus trabalhos. Mas não demorou muito para que estes artistas ampliassem suas ações para além das portas de uma sala. Danilo Nardelli, ator e um dos fundadores do coletivo, brinca com um fato muito curioso que consideram como um sinal da necessidade que tinham de ocuparem as ruas. “Num dia fechei a janela da nossa sede. Uma parte dela se desprendeu da estrutura e o vidro caiu na rua. Não machucou ninguém, por sorte, talvez. Mas naquele dia percebemos que toda nossa energia estava expandindo, explodindo. A rua nos chamava”, brinca o ator.

Em 03 de julho de 2009, o Sala Preta realizou sua primeira apresentação na rua. Foi em Paraty, dentro da programação da FLIP, a Festa Literária Internacional. Foi apresentado o espetáculo “Cantos de Euclides”, do autor Thiago Cascabulho. O projeto contou com a parceria do ECFA (Espaço Cultural Francisco de Assis França), do Grupo Cena e d´As Bastianas, todos de Volta Redonda. Além de Paraty o espetáculo ainda se apresentou na capital fluminense, em Cantagalo (cidade natal de Euclides da Cunha), Volta Redonda e Barra Mansa.

O Coordenador de Projetos Internacionais do ECFA, Franklin Soares Monteiro, o Frankão, que hoje mora e representa a instituição em Portugal, afirma que toda parceria é válida e com o Sala Preta não foi diferente. “Nós do ECFA entramos com uma parte da trilha sonora do espetáculo, e trabalhamos composições de percussão em cima do que o Bianco Marques tinha bolado para o espetáculo. Foi uma experiência muito válida”, comentou. As duas organizações realizaram outras parcerias como no Projeto Nasce Uma Cidade, oficinas com o artista circense Flávio Franciulli que mora na França, e apresentações nos eventos do ECFA. “Nos tornamos grandes parceiros. O artistas do Sala Preta além de criativos são muito profissionais em termos de produção e execução. Espero poder trabalhar com eles muitas outras vezes”, completou Frankão.

A professora Mestra Andréa Auad, comenta que a “rua sempre foi o lugar mais privilegiado de Barra Mansa. Intuitiva e sabiamente o Sala Preta percebeu isso de partida. É na rua se desenvolvem as mais fraternas e verdadeiras trocas e relações, os encontros, a cultura e, neste sentido, imbricado na larva cultural, arruaçado, o Sala Preta já é patrimônio deste lugar.”

Para Danilo, levar o teatro para a rua, para o contato direto com o público, levar a arte onde o povo está, incentiva a fruição e a prática artística de maneira livre e irrestrita para todos. “Dessa maneira acreditamos que cada vez mais pessoas terão um olhar sensível para se tornarem espectadores de arte. Quem se interessar, num futuro próximo, pode ser artista profissional.”

A estreia do grupo nas ruas da Região do Médio Paraíba Fluminense foi em Volta Redonda, na Feira Livre da Vila Santa Cecília, com o espetáculo “A Noiva de Gonzagão”. O ator Rafael Crooz, revelou que este projeto “representa a entrega, o precipitar-se. A primeira moedinha que nosso chapéu recebeu foi com este espetáculo. Foi com ele que nos jogamos e foi ele quem nos jogou na rua”. Depois do Gonzagão, o grupo montou obras em homenagem à Dominguinhos e Jackson do Pandeiro.

Ainda em 2009, o grupo realizou a primeira edição da Tomada Urbana, uma mostra internacional de arte de rua. Foi o primeiro contato com o teatro de rua que teve o então superintendente da Fundação de Cultura de Barra Mansa, o Prof. Luiz Augusto Mury. No ano seguinte, o Sala Preta propôs a realização do projeto Nasce Uma Cidade, para celebrar o aniversário de Barra Mansa, com um enorme desfile cívico-cênico, pelas ruas do município. O projeto levou mais de mil artistas para as ruas nos anos de 2010 e 2011, e envolveu dezenas de agrupações artísticas de diversas linguagens, de Barra Mansa e Volta Redonda. Na ocasião Mury declarou que “confiava na capacidade e seriedade do grupo, mas ainda assim, fui surpreendido com a extrema organização, qualidade e bom-gosto das cenas que encantaram a todos que a presenciaram”, e completou “fiquei muito feliz e emocionado por participar dessa grande aventura que se iniciou com o teatro em nossa cidade”.

Para Vicente Melo, que na ocasião era gerente da Fundação de Cultura, ressaltou que foi uma “parceria produtiva que rendeu feitos interessantes e iniciativas históricas, pois trabalhávamos com o propósito de estimular e proteger a identidade de pessoas, grupos e organizações da comunidade e integrar os setores públicos à dimensão maior da cultura. Com consciência dessa dimensão, a administração pública sonhava alto.”

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Encontro com a atriz italiana Roberta Carreri, integrante do grupo dinamarquês com mais de 50 anos de fundação, Odin Teatret. Foto: Clarisse Melo

INTERCÂMBIO COMO PROCESSO ARTÍSTICO
Desde seu surgimento, o Sala Preta se dedica à pesquisa e ao aprimoramento das técnicas teatrais. Por isso estes artistas sempre buscaram a troca de saberes como principal ferramenta para suas atividades. Já em 2009 o grupo participou da Rede Equatoriana de Festivais, em quatro cidades do Equador, inclusive a capital Quito. Aquela foi a primeira experiência internacional. O grupo ampliou o entendimento sobre atividades coletivas e intercâmbio. Desde então, estas experiências passaram a fazer parte do processo de criação do grupo.

A atriz mexicana Montserrat Angeles, que atua na Cia La Dueños de Teatro, na Cidade do México, capital daquele país, conheceu o Sala Preta em 2009, e se emocionou ao falar deste contato: “Em setembro de 2009, participei de uma rede de festivais no Equador. Na cidade de Manta, tive a oportunidade de conhecer o trabalho da Sala Preta. O Douradinho me cativou, me motivou, me conquistou, me inspirou e me levou de volta à infância. Ainda no mesmo dia, à noite, via “A Noiva de Gonzagão”. Vi o Sala Preta se entregando com a alma e levando todo o público que estava ali. Sem nunca ter contato com o português, entendi tudo. É a linguagem universal da nossa arte, sem fronteiras de idiomas, costumes, crenças.”

O intercâmbio exerce forte influência no trabalho do Sala Preta. Os “pretos” (como são carinhosamente chamados pelos amigos e espectadores mais frequentes) recebem todos os anos artistas brasileiros e estrangeiros, residentes em diferentes lugares do mundo. Por exemplo, por dois anos o artista mexicano Bernardo Lapuente, que mora em Berlim na Alemanha, dedicou-se a desenvolver sua pesquisa em parceria com o Sala Preta. Bernardo esteve no Brasil por dois períodos de aproximadamente 60 dias, dos quais a maior parte permaneceu em Barra Mansa, ministrando oficinas e se apresentando nos espaços que o Sala Preta ocupava.

O grupo recebe pesquisadores do Instituto de Artes da UERJ, por meio do projeto Zonas de Contato. Trata-se um programa de formação e intercâmbio cultural reunindo grupos e coletivos do interior do Estado do RJ. De acordo com a professora, o projeto surgiu em 2010, e a primeira etapa foi o encontro do Sala Preta com o diretor Noberto Presta, também na UERJ, em 2011 e 2012. Em 2013 participaram os mestres Renato Ferracini, coordenador do Lume – Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da Unicamp, ator e pesquisador, a bailarina e coreógrafa Carmen Luz e Eloisa Brantes, diretora do Grupo LiquidAção, da capital fluminense.

Na ocasião da oficina de Ferracini, a professora Denise Espírito Santo, diretora do Instituto de Artes da UERJ declarou que o Sala Preta dialoga com a pesquisa desenvolvida no ambiente acadêmico e por isso escolheu o grupo para o projeto. “O interesse em trazer o Sala Preta para a Uerj é porque identificamos esse trabalho de pesquisa, que vem de encontro com as aspirações de uma universidade. A gente procura mirar grupos que têm uma perspectiva de trabalho semelhante. Eu já acompanho o grupo há algum tempo e percebo essa inquietação, que se traduz num trabalho de investigação do ator, sobre as possibilidades criativas e expressivas” – disse.

Ferracini, afirmou que o grupo de Barra Mansa mostra-se preparado e aberto para novas propostas e ações e comentou: “Eu vi que o Sala Preta é lugar fértil, onde você planta e pode dar uma floresta, sabe? O Sala Preta, e a Denise, estão numa zona ética, um lugar bom para ser arado, para dar frutos. Tudo isso só vai ter sentido se o Sala Preta pegar esse conhecimento e transformar para o grupo”.

Um intercâmbio que mereceu destaque foi a presença da atriz italiana Roberta Carreri. Ela veio exclusivamente para ministrar uma oficina com o Sala Preta e convidados. Roberta integra um dos mais importantes grupos de teatro do mundo, o Odin Teatret dirigido por Eugênio Barba, em Houstebro na Dinamarca. A atriz veio para a Região, após o convite do coletivo mediado pela a diretora sérvia Jadranka Andjelic, que desde 2011 está em contato com o Sala Preta e desenvolve um trabalho relacionado com o método do Odin.

Jadranka percebeu no Sala Preta uma das principais características para a consolidação de um grupo de teatro profissional. “Durante a minha oficina com o Sala Preta em 2012, notei que o Grupo tem certos elementos essenciais para sobrevivência de um coletivo de teatro: uma dedicação interna e disciplina escolhidas por eles próprios. Pela minha experiência no teatro, sei que estas coisas só podem vir de um profundo sentido de missão, uma escolha. Fiquei interessada em trabalhar com estas pessoas que hoje fazem parte de uma minoria artística no mundo do consumismo que vivemos. Assim, nasceu nosso projeto de pesquisa cênica em imersões que vão criar um espetáculo em 2014”, comenta a diretora sérvia.

Outra ação que consolida o intercâmbio como uma importante característica do coletivo é a realização, desde 2009, de uma mostra internacional de arte urbana, a Tomada Urbana. O projeto leva além de teatro, linguagens como artes visuais, música, cinema e performance para diversos bairros e distritos de Barra Mansa. No ano passado a Tomada Urbana expandiu e ocupou as ruas de Resende e Volta Redonda, também. Já participaram do projeto artistas da Colômbia, Equador, Espanha, Inglaterra e México.

A mexicana Montserrat Angeles participou de duas edições da mostra e relatou como foi sua experiência: “Em 2011 viajei para Barra Mansa e conheci pessoalmente a sede do Sala Preta, que por um bom tempo acompanhei por vídeos e fotos. Trabalhamos juntos, voamos juntos e atuamos juntos. Ainda que tudo tenha sido a experiência mais gratificante da minha vida, o melhor foi encontrar-me com seres maravilhosos que dão vida à esta agrupação. Em 2012, voltamos ao Brasil para a Tomada Urbana – ato IV e encontramos um coletivo muito mais sólido, maduro, superando a eles mesmos, e expandindo seus horizontes.”

O Sala Preta segue com suas experiências e contatos com artistas do mundo todo. Para 2014 já tem planejadas diversas ações de intercâmbio tanto para receber artistas, quanto para viajar e levar o nome de Barra Mansa como importante lugar de criação artística.

O Mito de Osíris (Egito) - Foto: Clarisse Melo

O Mito de Osíris (Egito) – Foto: Clarisse Melo

PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO
Apesar de ser fundamentalmente um grupo de teatro, o Sala Preta atua em diversas áreas artísticas, culturais, educacionais e sociais. Para o ex-gerente cultura de Barra Mansa, Vicente Melo, “os muitos  passos dados com a proveitosa participação do Sala Preta, fez o grupo crescer em todos os sentidos. Cito alguns: a implantação do Projeto Teatro nas Escolas; a assunção do Parque da Cidade; o Nasce uma Cidade; o início da renovação institucional da cultura, com a mudança do Conselho, na realização do 1º Fórum; a ocupação do Tulhas do Café; a criação do GATE – Grupo Amador de Teatro Estudantil e muitas outras iniciativas que se multiplicam em benefício de todos.”

Um dos projetos de mais expressividade para a preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural de Barra Mansa é o Nasce Uma Cidade, realizado pela primeira vez em 2010. “Realizar um desfile cívico-cênico em uma cidade do interior é resgatar manifestações artísticas que a muito tempo estão esquecidas ou sem expressividade. Barra Mansa tem uma tradição de ser pioneira.        Contudo, a rosa dos vergéis do Paraíba, a mãe de todas as pequenas emancipadas, se fez uma anciã arraigada nos princípios clássicos e conservadores, esquecendo do seu precoce pioneirismo em todos os aspectos que tangenciaram nossa história”, comentou Rafael Crooz, idealizador do projeto e ator do Sala Preta.

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Abertura da Tomada Urbana – ato V, no Centro de Barra Mansa. Foto: Bravo

PROPOSTAS PARA 2014
Em seu quinto ano de existência, o Coletivo Teatral Sala Preta mantém o foco de suas atividades na ampliação e democratização do acesso ao Teatro, formação de público consciente, continuidade das pesquisas da linguagem, a constância na evolução e aperfeiçoamento técnico de seus integrantes além da expansão dos espaços de atuação artística e política.

Para 2014, alguns projetos já estão aprovados na Lei de Incentivo Fiscal para a Cultura, conhecida como Lei Rouanet, como a Tomada Urbana, o Nasce Uma Cidade, e a montagem do espetáculo “A Magia do Três”,  do autor Homero Santos, baseado no seu livro “A Caveira de Hamlet”, estão em busca de patrocínio. A captação de recursos por meio desta lei é uma da maiores dificuldades do grupo. O produtor Marcelo Bravo, destaca que “o acesso a estes recursos depende da abertura das empresas para os projetos, e na maioria das vezes os empresários preferem projetos com maior apelo comercial, e nem sempre nossas ações estão focadas em publicidade”.

O grupo ainda conta com a possibilidade da montagem do espetáculo “A Visita” em parceria com o Cambar Coletivo, de Miguel Pereira/RJ, e com a circulação dos espetáculos e projetos como os Contos dos Continentes, Muito Além do Jardim e Efêmera.

Além dos projetos em lei, o Sala Preta já anunciou a realização do segundo ano do Curso Sala Preta. Serão duas turmas, uma para iniciantes e outra para alunos com mais de 16 anos que já tenham alguma prática com o teatro. As inscrições já estão abertas. Os interessados podem entrar em contato pelo e-mail salapreta@gmail.com.

Para o começo do ano a agenda já começa a ser preenchida. No dia 01 de fevereiro, o grupo deverá participar do Festival de Apartamento, promovido em Miguel Pereira pelo Cambar Coletivo, com quem o Sala Preta já atua em parceria em alguns projetos desde ano passado.

O Sala Preta ainda caminha a largos passos para a ocupação da Sala de Espetáculos Tulhas do Café, no Parque da Cidade, no Centro de Barra Mansa/RJ. O espaço já foi um depósito da Secretaria Municipal de Educação. Mas depois de muita intervenção dos “pretos” e de artistas parceiros, agora é uma nova sala multiuso para exibição e produção de arte. “Acredito que no ano de 2014, faremos vários trabalhos em conjunto. Sabemos que a luta é grande, mas a arte é alma de todos“ afirmou a gerente da Fundação de Cultura de Barra Mansa, Graça Dias.

A sede do grupo fica na Av. Joaquim Leite, 604/208, no Centro de Barra Mansa, e quem quiser saber mais sobre os projetos e cursos pode acessar o site http://www.salapreta.com.br, no perfil do grupo no Facebook ou pelo telefone 24- 3323 1397.

Em Barra Mansa ou fora dela, os “pretos” ainda têm muito a fazer!



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